domingo, 26 de julho de 2009

Ângulo de Visão Correto




Srila Bhakti Siddhanti Saraswati Thakur
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Pergunta: Não consigo compreender este mundo.

Resposta: É vida em campo. Este mundo não é nossa morada original. Destina-se a certos objetivos. Depois disso, devemos prosseguir para nosso lar original. Este mundo não é um lugar desejável. Não é bom se ficar atraído a ficar aqui por longo tempo, esquecendo de nossa morada original, onde ficamos com o Supremo. Somos os servos eternos do Supremo.

Quando decidimos nos assenhorear do universo, recebemos estas facilidades com objetivos temporários. Elas não servem a nossos objetivos eternos. Seria melhor que buscássemos um lugar onde pudéssemos encontrar a paz verdadeira. Aqui, estamos sempre sujeitos a sofrer perturbações.

Por meio dessas perturbações, a Providência deseja nos ensinar que o mundo não é nosso habitat eterno, mas que toda paz verdadeira deve ser encontrada nEle. Sendo assim perturbados, naturalmente gostaremos de retornar à região original.

A vida neste mundo deveria ser conduzida de modo pacífico, em vez de ser no espírito de retaliação. Deveríamos aprender a sofrer todas essas coisas submetendo-nos a Seus Desejos Divinos. Se fizermos isso, poderemos obter essa mesma paz aqui. É devido à nossa ambição de dominar que somos trazidos para cá. As condições aqui são tais que interligam cada posição.

Se exigimos mais do que o que nos é permitido, temos problemas. Deveríamos, melhor, retornar à nossa própria posição, a nosso único amigo. Ele é o único Abrigo para todas nossas necessidades e desejos. Mas, se pegamos a carga da responsabilidade sobre nós mesmos para correr rumo ao erro, acabamos tendo problemas na forma de nossas transações diárias. Não deveríamos cair em tal tentação.

As ofertas do cultivador da estética destinam-se a nos iludir, quando nos levam a pensar que este mundo é um local confortável. Toda melhoria real deveria levar ao Supremo. Deveria nos oferecer todas as coisas úteis por meio das quais nos livrarmos dessas tentações.

Desde que somos humanos, deveríamos emprestar nossos ouvidos para conhecer a melhor situação do mundo transcendental onde são exibidos os melhores aspectos da Realidade. Aqui, sofremos com as dificuldades de nossa visão eclipsada. É portanto melhor procurar pela região onde estão em voga todos os tipos da Natureza manifesta.

Os servos do Supremo sempre cuidarão de nosso interesse. Aqui, nossos amigos algumas vezes gostam de nós e outras vezes viram-se contra nós. Mas existe aqui a oportunidade de ouvir a respeito de nosso lar original dos lábios de pessoas muito familiarizadas com ele. Se negligenciarmos essa oportunidade, com o tempo nos arrependeremos. Suas palavras nos elevarão e mudarão a nossa mentalidade.

Todo tipo de perguntas complexas serão resolvidas, se ouvirmos essas pessoas que têm muito pouco a ver com este mundo. Nossa situação neste mundo está sujeita a mudanças, como nevoeiros e fogs. Por sermos pessoas inteligentes, ao invés de sermos inexplicavelmente desconfiados, nossa natureza prudente deveria nos permitir ouvir de vez em quando a respeito do mundo transcedental e da natureza manifesta. Uma atitude incrédula não nos concederá essa oportunidade.Este corpo externo será trocado como também nossa situação atual. Mas possuímos uma estrutura transcendental. Tão logo aprendamos que a estrutura transcendental está funcionando emnós, este dispositivo mortal deixará de nos perturbar.

As pessoas no Ocidente pensam que a mente é a alma. Diferimos deles. Existe uma vasta literatura na Índia dando suporte ao ponto de vista de que a alma é a proprietária da mente. A mente é a procuradora da alma para lidar com o mundo externo em cinco tipos de relacionamentos diferentes, como esposo e esposa, mestre e servo, pais e filhos, como amigos e de modo neutro. A alma está agora totalmente absorta por uma agência extrangeira. O corpo é diferente da roupa que o cobre. A alma está revestida pelos corpos materiais grosseiro e sutil. Esses corpos destinam-se a ser usados pela alma por um certo período.

Quando a atividade verdadeira torna-se latente, a mente apenas atua com o ímpeto dos sentidos, cobrindo a alma com as substâncias moleculares materiais. Mas a alma é a entidade verdadeira. Os sentidos são os objetos operantes, alguns para uso externo e outros para uso interno.

O denso exerce uma atração sobre as pessoas comuns. Destina-se a tais pessoas. Até mesmo os assim-chamados filósofos são vistos subscrevendo o slogan de que o corpo material grosseiro deveria ter preferência em todos os assuntos religiosos deste mundo (sariram adhyam kalu dharma sadhanam). Eles estão muito envolvidos com as coisas materiais grosseiras e sutis, ignorando a própria saúde da alma. As coisas materiais mudarão. Esta mudança algumas vezes nos concede facilidades e, outras vezes, cria obstáculos a nosso progresso. Mas a alma não muda e não pode ser destruída, ainda que seja suscetível de ser coberta pela forma sutil ou abstrata da densidade material na forma de nossa mentalidade passageira que é um presente de Maya. Ela nos deu os sentidos para medirmos as coisas prazeirosas para intensificar nossa posição egoísta. As pessoas religiosas pensam que não precisam satisfazer os sentidos destinados apenas a iludir. Como por exemplo, estaremos iludidos se pensarmos que o ar da atmosfera existe para nosso desfrute ou para nos conceder prazeres temporários. Essa mesma oportunidade irá embora para nos fazer saber que não se destina a nosso bem.

Estamos sujeitos a perturbações promovidas por esses agentes obstrutores. Sua quantidade nos mostrará que são mais numerosos que as coisas que podem nos dar bem-aventurança –a única coisa que deveriamos procurar. O pleno centro do êxtase encontra-se no Supremo. Toda sensação agradável deste mundo, se avaliada apropriadamente, mostrará que serve apenas a objetivos temporários, com o fim de obter nossos frutos mais adiante.


Esse é o plano do treinamento. Neste plano, estamos sujeitos a supor que tudo existe para nos servir. Mas a verdade é que existimos para servir ao Supremo dentro das cinco diferentes capacidades. Somente quando julgamos apropriado descer a este mundo para assenhorear-nos de outras entidades finitas para nosso desfrute é que acabamos esquecendo, até certo ponto, nossa posição verdadeira. Esta contingência surge quando queremos negar nosso Senhor. Por nosso próprio desejo, essa tendência, que era inata em nós, levou-nos a preferir esta região temporal.

Estas confusões emaranhadoras serão lentamente removidas quando as verdadeiras sugestões chegarem até nós ao encontrarmos pessoas conscientes de nosso interesse.Pessoas otimistas tendem a evitar tais pensamentos aparentemente pessimistas. Preferem meter-se nos problemas. Mas deveríamos obter o único refúgio no Absoluto.

A recepção auditiva é o único caminho que deveríamos seguir. Devemos estar preparados para ouvir como viver uma vida pacífica e aspirar pela bem-aventurança eterna do Absoluto, e quem pode concedê-la. A menos que nos submetamos a Ele, não há possibilidade de alcançar a região eterna. De outro modo, estaríamos multiplicando especulações que apenas serão obstáculos.

Ao invés de pretender ser um agente predominador, deveríamos nos situar como agentes predominados a fim de servir ao Supremo, a fonte de todas as coisas manifestas; e todas as atividades deveriam tender a Ele, sem esperar qualquer retorno comercial. Somos como Filisteus avessos ao pensamento teológico. Existimos para fazer dinheiro, ganhar fama e desfrutar de prazeres. Esta é a propensão natural por aqui. Toda esta propaganda relativista deve-se à aversão ao serviço ao Absoluto. Portanto, deveríamos emprestar nossa audição às descrições sobre a Transcendência a fim de nos tornarmos capazes de compreender como obter o verdadeiro fruto da alma em vez de sermos desorientados pela mente. A mente é como a procuradora da alma. Ela está sempre em busca da expansão de seu próprio interesse às custas do principal se pensar em passar seus dias de modo indolente, quando será naturalmente iludida pela mente. A alma adormecida precisa ser desperta. O melhor uso de nossa inteligência, prudência e desejabilidade deveria nos fazer progredir rumo à vida eterna. Os prazeres temporários com certeza nos trarão problemas a longo prazo.

Pergunta: Qual é a diferença entre shanti e ananda (paz e bem-aventuança)?

Resposta: Os impersonalistas pensam que Deus deveria oferecer um rasa neutro. Budha pensou que, ao final, existe a cessação da percepção. Shankaracharya argumentou que o Supremo não deveria ter forma alguma, que não deveria haver qualquer questão sexológica em relação a Ele, que todos deveriam retornar ao Absoluto, que não deveria haver diferença entre a alma individual e o Supremo, sendo que as três situações de observado, observador e observação se mesclariam em um Brahman pleno de júbilo e, ao mesmo tempo, desprovido de júbilo, inexistindo nele qualquer distinção entre ambos. A terceira escola é a escola devocional. Segundo essa escola, tudo o que se encontra aqui, como árvores, rios, montanhas etc., está presente no mundo transcendental. Aqui, encontramos apenas entidades separadas e, às vezes, estão desprovidas das centelhas de Realidade.

Pergunta: Por que o estudo da Filosofia não me traz paz agora?

Resposta: Porque escolhemos aderir à situação miserável e não prestarmos atenção ao Supremo.

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(Reprodução da conversa com o Major Rana N. J. Bahadur em Armadale, Darjeeling em 14 de junho de 1935. Originalmente publicada na revista The Harmonist (Vol. XXXI, No.21) de 27
de junho de 1935.)

Srila Bhakti Siddhanta Saraswati Thakur Conversa com a Sra. Nora Morell, Visitante da Alemanha




Devemos ter fé firme na Divindade. Somos absolutos infinitesimais, e é apenas apropriado que nos associemos com o Absoluto. Se nos sentirmos apreensivos (encabulados) de fazê-lo, é provável que nos enredemos com os assuntos efêmeros deste mundo. Aqueles que são amigos estão conosco apenas por um curto período de tempo. Eles nos abandonarão a qualquer momento, quando forem chamados a sair deste mundo.

O que quer que façamos, deveríamos tender a nos associar com a Divindade e não nos envolvermos com qualquer trabalho nosso que tenha objetivos temporários. Dependemos dEle. Por sermos infinitesimais, precisamos ter nossa posição final nEle.

Todas as nossas atividades devem ser rexecutadas para satisfazer exclusivamente aos propósitos dEle. Não é bom que pensemos que temos qualquer outra coisa a fazer. Ao contrário das pessoas em geral, precisamos obter um método de direcionar tudo apenas para Ele, para o Seu serviço.

O corpo grosseiro externo não pode viver mais do que cem anos. Nossas especulações mentais estão comprometidas a nos fazer continuar em nossa atual forma humana. Mas, num dado momento, seremos obrigados a deixar esta perturbação mortal, e cessarão nossas transações com o mundo externo, não importa nosso ardor a respeito de manter-nos associados com a natureza manifestadora das coisas.

Se desejamos nos associar com o Absoluto, é preciso que abandonemos, dentro de nossas possibilidades, toda propaganda não absoluta que nos leva a alcançar nossos objetivos temporários; caso contrário, nos converteremos em meros materialistas. Essa propaganda não absoluta nos instigará a nos enredarmos com pensamentos e idéias mundanos. Estaremos pensando sobre os desenvolvimentos físicos, em vez de nos associarmos ao Absoluto.

Todos somos absolutos, ainda que infinitesimalmente pequenos. Já que mostramos desconfiança, provamos essa nossa desconfiança de nos associarmos a Ele. Desse modo, tal como cometas, fomos arrojados para longe dEle.Nos rebelamos contra essa Entidade. Agora, para retornarmos a Ele, é essencial que todas nossas associações e movimentos tendam a Seu serviço.

Mas antes de tudo, Ele precisa ser designado. Quem é Ele? Que forma Ele tem? E como poderemos retornar a Ele? Quando soubermos que Ele Se mantém aparte de tudo neste mundo fenomenal, sentiremos a necessidade de nos associar a Ele. E esta associação pode ser obtida se formos capazes de eliminar os impedimentos externos que são como barreiras entre o Infinito Absoluto e os infinitesimais absolutos.

Nossas especulações mentais objetivam a associação com os objetos fenomenais. Mas alguns filósofos consideraram que seria possível dirigir nossas especulações mentais a Ele em Sua forma abstrata, em vez de em Sua natureza manifestadora. Mas aqui, obtivemos a Sua natureza manifesta com o propósito de nos associarmos a Ele.

Não podemos ter esta associação por meio de qualquer tipo de privação. Os objetos fenomenais são indesejáveis. Ainda que exerçam algum efeito sobre nós, são transitórios e não nos proporcionarão o bem até o final dos tempos. Não pensamos, igual aos materialistas, que nossa existência cessará. Os materialistas pensam que tudo termina quando morremos –que todos nossos problemas terminarão com a morte. Esta idéia miserável deveria ser descartada.

Precisamos ocupar todas nossas atividades para nos associarmos ao Absoluto, já que nós mesmos somos associados infinitesimais.

Não somos o corpo, nem a mente, nem a atmosfera externa, de quem precisamos nos dissociar. Estas situações indesejáveis precisam ser eliminadas a todo custo, caso contrário seremos absorvidos pelos objetivos baixos deste mundo.

Várias pessoas usam os animais inferiores como comida. Na antiguidade, quando o canibalismo prevalecia no mundo, as pessoas costumavam comer carne humana. Eles pensavam que o corpo humano destinava-se a seu consumo. Mais tarde, quando a civilização progrediu, as pessoas abandonaram o canibalismo, mas continuaram a comer a carne de animais inferiores. Na Índia, as pessoas que pertencem a castas elevadas não comem alimento animal. O desenvolvimento do pensamento religioso acabou com a prática da crueldade contra os animais que era praticada de várias formas. A ciência agora provou que os vegetais também têm vida e que são capazes de sentir dor e prazer.

Não se trata de cometermos suicídio abstendo-nos de todo tipo de comida. Este problema é resolvido quando o alimento se destina a satisfazer o Absoluto.

Tudo veio dEle e deve retornar a Ele, e tudo se destina a Seu serviço. Todos os objetos animados e inanimados provêm dEle e destinam-se apenas a servi-lO. Ao nos apropriarmos das coisas, estamos enganando o Absoluto. Somos absolutos infinitesimais e estamos iludidos pelo carater manifesto dos fenômenos mundanos. Temos de nos livrar desta ilusão. Precisamos obter um vislumbre e alcançar a Verdade.

Se formos sinceros, Ele Se mostrará à nossa visão. O que quer que façamos, devemos fazê-lo para Ele, para satisfazer os Seus objetivos eternos, em vez de indulgirmos nas transações transitórias. Nossa função não é de apenas executarmos nosso trabalho para satisfazer a nós mesmos. Não deveríamos ser os beneficiários dos frutos de nossos empreendimentos. O melhor para nós é que façamos tudo a favor dEle e em Seu serviço. Somos servos. Se mantemos cães, seremos servos de cães. Se mantemos cavalos, seremos servos de cavalos, e se nos tornamos altruistas, seremos servos apenas de seres humanos. Mas é o Absoluto quem precisa ser servido a todo custo.

Precisamos considerar indispensável que todas nossas atividades tendam a Seu serviço. Todos os seres animados ou inanimados emanaram dEle. Deveríamos servir ao Absoluto e não nos ocuparmos no que não é absoluto.

A maioria das pessoas está perdida ao tentar entender o que deveria fazer e qual é seu destino. Tais pessoas somente percebem o lado superficial das coisas, sendo que este lado externo das coisas é bastante ilusório. Por sermos pessoas inteligentes, precisamos ter muito cuidado. Precisamos adentrar tudo do modo apropriado. Nossa visão não deveria ser obstruída pela representação morfológica das coisas, nem por seu lado ontológico.

A organização metodológica dos fenômenos não deveria se restringir a nosso objetivo ordinário de apenas viver. Mas já que nossa meta é vivermos uma vida pacífica, não desejamos ser perturbados pelos elementos indesejáveis do mundo. Às vezes, por seguir regras e normas e pelo respeito aos princípios cívicos, encontramos um pouquinho de paz. Mas, novamente, temos problemas devido a uma ou outra divergência das pessoas de fora. Existe uma agência operando ao fundo que não se expõe a nossos sentidos atuais.

Nossos nervos sensoriais são muito incapazes no que se refere ao objetivo de permitir uma associação com a verdade. Somos enganados pela aparência de devoção e de verdade que as pessoas podem exibir frequentemente.

As características externas, as fases morfológica e ontológica das coisas, algumas vezes são consideradas prejudiciais à nossa causa, quando ambicionamos estabelecer um contato com o Absoluto. Temos a possibilidade de obter a experiência dos últimos dez mil anos. Podemos julgar e discernir o melhor método a adotar, em vez de indulgirmos na maneira como as pessoas mundanas realizam seus afazeres à nossa volta.

Nossos sentidos reagem rapidamente aos objetos fenomenais. Objetos super-sensoriais são simplesmente negligenciados. As representações eternas, as manifestações eternas e os aspectos eternos são completamente negligenciados. Ansiamos poder tirar o máximo proveito do contato com todas as coisas desejáveis.

Em nossa vida atual, descobrimos que tudo isso é traiçoeiro e apenas nos conduz exclusivamente à satisfação de nossos sentidos. Esta propaganda não absoluta precisa parar. O que quer que possamos fazer, precisamos considerar que nem deveríamos nos sentir tímidos nem indolentes de oferecermos nossos serviços ao Absoluto.

A palavra "Absoluto" é explicada de várias maneiras. Experimentamos os objetos de fenômenos não absolutos e indesejáveis. Nossa mente é vista como dotada de uma natureza não absoluta. A mente discerne todas as coisas como sendo apenas objetos sensoriais. Descreve-se que o Absoluto Se reserva o direito de não ser exposto aos senti-dos humanos. Se o Absoluto fôsse um objeto fenomenal, estaría sob nosso domínio. Mas essa não é a situação correta. Devemos nos dedicar como Seus servos. Não pensemos que nós é que somos os desfrutadores e que Ele é o objeto predominado de nosso prazer. Ele jamais é tal coisa.

Somos obrigados a passar por diversas situações indesejáveis e desejamos nos livrar de tudo isso. Nosso impulso interno tem de ser de acessarmos a região onde todos os objetos nos oferecem uma oportunidade especial de nos associarmos ao Absoluto. Nosso objetivo deveria ser de nos associarmos com a plenitude, com a eternidade, com a pureza e com o melhor de tudo que é desejável, e não de nos misturarmos com as coisas temporárias da natureza ilusória.

Não deveríamos ter uma idéia aleijada do Supremo. Devemos esperar que a mensagem transcendental chegue plena até nós. Teremos então uma oportunidade de nos associarmos com Ele. Precisamos de um tempo para progredir na investigação da Transcendência.

Somos muito pequenos. Alguma influência avassaladora vem sobre nós e temos problemas. Assim, é melhor recorrermos ao Infinito Absoluto. Não deveríamos agir como cometas que se distanciam dEle, mas que retornam à sua morada original. Lá, nossa natureza manifesta encontra-se sempre presente, enquanto que aqui os objetos fenomenais servem apenas por poucos dias. Desse modo, é preciso que convertamos este benefício eterno em nosso objetivo. Se tivermos a deteminação para nos associarmos exclusivamente com a Entidade Total, seremos capazes de ignorar todas estas influências da natureza, toda influência das descobertas científicas.

Existem muitas coisas ocultas e não reveladas a nós e que precisam ser recebidas através de nossa recepção aural. Precisamos treinar nossos nervos auditivos para torná-los suscetíveis às ondas sonoras do mensageiro transcendental, pois, desse modo, seremos capazes de progredir rumo à Transcendência.

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(Esta conversa teve lugar em 1 de setembro de 1936 e foi publicada originalmente na revista "The Hamonist" em 20 de janeiro de 1937, mais tarde republicada na íntegra no "Sri Gaudiya Darshan" de 1983.)


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